quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Na minha praia de sempre





Na minha praia de sempre
existem aves de bico vermelho que vêm de longe,
fazem-me lembrar os verdes anos de menino
em que brincava na areia de algas enroladas aos pés,
e não fazia a mínima ideia
que algum dia aquela também seria a minha praia
onde as aves de outras paragens encurtam memórias,
sempre que o tempo sobe à boca e voa de cá para lá;
sempre é tão longe agora.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Uma borboleta chamada Lycaena bleusei



Corria o mês de Setembro quando na localidade de Paul na Covilhã observei uma espécie de borboleta com uma distribuição restrita à Península Ibérica. Graças a preciosa ajuda do Sr. Eduardo Marabuto foi identificada como sendo uma Lycaena bleusei. Esta pequena borboleta ocorre em Portugal apenas na região da Serra da Estrela, porém ainda não se sabe muito sobre a mesma, inclusive até há pouco tempo era considerada uma subespécie da Lycaena tityrus. A borboleta Lycaena bleusei apresenta duas gerações e enquanto lagarta alimenta-se de azedas. O seu habitat preferencial incide sobre áreas florestais abertas, clareiras entre pinheiros, sobreiros e azinheiras. 

Eis um momento feliz.








segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

BioMelides: Traças ou borboletas nocturnas - 1ª parte -




Não foi fácil explicar à Dª Mariana o que andavam a fazer duas alminhas junto dos candeeiros do parque de campismo de Melides. A resposta mais fácil seria: Fotografar. Mas a fotografar o quê? A infra-estrutura eléctrica, a vedação, no breu da noite escura? Sem dúvida que aquele seria um comportamento suspeito. Já para não falar das vezes em que no chão, agachados, pareciam procurar alguma coisa, para depois empoleirados em cima de um banco e perto da luz observarem sabe-se lá o quê. "Só gente doida" pensariam os campistas. 

                                                            (Cymbalophora pudica)

E com alguma razão. Já passava da uma da manhã, ao longe, quem os visse em cima de um banco, a olhar para a luz dos candeeiros poderia pensar que estavam a roubar as lâmpadas, o arame da vedação, ou a tramar alguma desgraça. Àquela hora tudo era possível. E este estranho comportamento legitimava as mais diversas interrogações. Como tal uma pergunta impunha-se: O que os levava a fazer tal figura? A resposta era simples e voava à noitinha à frente dos vossos olhos: Borboletas nocturnas.

(Euproctis similis)

Atenção. Seria totalmente diferente se dissesse que andava a fotografar borboletas nocturnas à uma da madrugada, em vez  de categoricamente afirmar que estava a fotografar traças ao luar. Muito embora seja tudo igual, o mesmo método, técnica e até os mesmos bichos, a generalidade das pessoas prefere e aceita melhor a palavra borboleta em vez traça. Simplesmente traça. É uma questão da conotação e preconceito atribuída a esta última. Uma vez que as traças granjearam fama depreciativa de bichos feios e maus, bichos que traçam a roupa, fazem buracos nos tecidos mais diabo a sete, e talvez por isso seja necessário combate-las de vassoura numa mão e insecticida noutra. Nada mais errado. 


(Ocneria rubea)

Suou o alerta. Durante a madrugada os seguranças do parque de campismo registaram chamadas dos campistas preocupados com esta bizarra actividade nocturna. Ninguém lhe disse que andávamos a fotografar traças para o projecto Biomelides. Ainda bem. 



(Compsoptera opacaria)


Verdade seja dita,  quando estávamos a fotografar aproximou-se uma senhora (para o efeito carinhosamente será Dª Mariana) e perguntou-nos com uma voz de sono e a medo, o que andávamos a fazer? Não falámos em traças, nem uma palavra. Preferimos elogiar as borboletas na sua ampla generalidade. A Dª Mariana ficou compreensivelmente mais descansada com as nossas sinceras apologias às borboletas e de roupão puxado até às orelhas recolheu à sua rulote. Aqui fica o nosso esclarecimento e ao mesmo tempo agradecimento pela sua coragem e paciência. 


(Cymbalophora pudica)


Durante duas madrugadas registámos perto de três dezenas de espécies de borboletas nocturnas pertencentes à sub-ordem Heterocera ou se preferirem traça. 

(Euproctis similis)

Na quietude nocturna voavam pequenos seres que não sonhávamos existirem. É também para isso que serve a noite.

(Calamodes occitanaria)

Em Portugal existem 2400 espécies de borboletas sendo que 95% são traças. Esta é uma pequena amostra da sua variedade e beleza. 

(Dyscia penulataria)

(Isturgia miniosaria)

(Scotopteryx peribolata)

(Cilix hispanica)

(Idaea incisaria)

(Thaumetopoea pityocampa)







Outubro - 2014 - Melides


Agradecimento ao grupo Lepidoptera em Portugal pela identificação das borboletas nocturnas.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Chapim-palustre / Marsh Tit / (Poecile palustris)



Temos dias assim em que nada acontece de extraordinário ou relevante. Na iminência de não haver nada de novo para contar, não depositamos muita esperança nas horas que se seguem, porém num apelo à "boaventura" dos audazes, a surpresa contrariou as expectativas do meu ego mais conformista. Se calhar tive sorte por o céu não me cair em cima, todavia nunca sabemos o que nos espera nesta terra de acasos imprevisíveis. Assim se faz a importância de ir e não ficar a pensar como poderia ter sido.


O que aconteceu naquele dia de verão foi uma questão de sorte e justiça seja feita, excelente visão dos meus amigos amantes da natureza. Quando viajávamos pelas estradas dos Picos da Europa, nas Astúrias, e contemplávamos a paisagem montanhosa na expectativa de ver algum quebra-ossos (Gypaetus barbatus), avistámos um pequeno chapim nos silvados, perto da berma da estrada, mas aquela ave não se assemelhava a nenhum outro chapim antes observado. Estávamos perante um chapim-palustre (Poecile palustris) e o espanto não podia ser maior.


 A surpresa fez-se aliada do improviso. Ainda com os railes de protecção da estrada à frente das objectivas e com medo que o bicho desaparecesse, tentámos registar aquele momento de afortunada oportunidade. Depois, o carro teve que servir de abrigo móvel e lentamente adoptámos um ângulo de abordagem fotográfica diferente. Porém, o chapim-palustre foi colaborante deixando-nos sair da viatura, e por detrás dos railes improvisámos uma trincheira e fizemos mais algumas fotos do bicho, enquanto este andava entretido a debicar um cardo. Nós aproveitámos.



O chapim-palustre (Poecile palustris) não habita território português. É uma espécie sedentária e residente no noroeste de Espanha, estendendo a sua distribuição pela Europa e Ásia. Este passeriforme com uma coloração castanha acinzentada e de faces brancas, apresenta uma coroa preta na nuca e um pequeno babete preto, mede perto de 12 centímetros e pesa aproximadamente 12 gramas. É uma espécie que não está ameaçada de extinção.


São estes dias de luz e fortuna que fazem valer a pena um ano inteiro.

Setembro, 2014 - Astúrias.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Curta-metragem "A Água e as Aves"

Eis a curta-metragem "A Água e as Aves", apresentada aquando da inauguração da exposição de fotografia com o mesmo nome, que esteve patente no Espaço Cultural a Moagem, em Melides.

Este filme retrata o curso da água e dos seus habitantes, onde o Cante Alentejano e o canto das aves se conjugam pela sede de vida e esperança.





Também disponível no Meo Kanal:





sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Lagos Covadonga - Picos de Europa

Setembro - Astúrias 

Altitude 1100 metros. Quando cheguei aos lagos de origem glaciar Enol e Ercina, denominados Lagos de Covadonga, o sol espreitava timidamente por entre as nuvens que adornavam as montanhas. A aragem era fria mas suportável. O tempo mudava rapidamente alterando o quadro da paisagem; tão depressa surgiam bancos de nevoeiro que reduziam o campo de visão a menos de 10 metros, como a luz desenhava nas colinas sombras idílicas. Ao sabor das nuvens e das suas matizes, o momento era transformando numa redescoberta constante. E quando a luz mudava eu era transportado para outro local até então desconhecido, numa viagem por outra dimensão. Depois, sem sair do mesmo sítio, o céu mostrava-se limpo e azul, sendo o silêncio interrompido pelo som dos chocalhos. Em redor dos lagos várias vacas pastavam calmamente tolerando a curiosidade humana e as sua manias em criar fantasias desdobráveis em recordações. 



O cenário mutável ante o humor dos Deuses.


Com imaginação era possível ver pequenos elfos entretidos a brincar às escondidas, mas nem sempre, mais comum era acreditar na beleza do impossível.


Uma cerca que dividia a realidade de uma pintura a óleo.


As vacas esticadas pelo olho da objectiva - eram as guardiãs da paisagem e dos seres secretos que por ali passeavam.


A anunciada mudança das condições climatéricas trazia consigo nuvens carregadas de histórias e outros mistérios, porém as vacas sentadas já estavam habituadas a isso e muito mais.


O nevoeiro e os caminhos que conduziam até ao epicentro dos lagos, onde tantos espíritos procuravam o seu reflexo. 


Lago de Ercina, quantos segundos cabiam nesta eternidade?


Em 711 DC, segundo rezam as crónicas, com ajuda do milagre da Cruz e de Nossa Senhora de Covadonga, foi aqui que o primeiro rei das Astúrias, Don Pelayo, pôs fim ao expansionismo islâmico, dando início a uma Península Ibérica totalmente católica. 


Gruta de Covadonga:  aquando da batalha, Dom Pelayo transportava uma cruz que hoje é o símbolo das Astúrias.


Santuário de Covadonga, erigido em pedra avermelhada, complementa a paisagem pela força da oração.


Aqui impera a fé em plena comunhão com a natureza.





domingo, 7 de dezembro de 2014

Café Poema - Os Poetas de Carcavelos



Sem dúvida; foi uma noite bem passada e diferente. Com o Cappuccino´s  repleto de amigos calámos o frio que se fazia sentir lá fora, ao ouvir a voz de Carcavelos por intermédio de quem ali vive e sente Poesia.
Neste Café Poema contámos com a presença de vários Poetas residentes, como o Carlos Feio, Jorge Castro, Eduardo Martins e Batpista Coelho, que nos brindaram com sua arte e outras tantas curiosidades poéticas, Ouvimos poemas escritos no momento e declamados com emoção e alma na juventude da Inês Frade e Mafalda. Assistimos à inauguração da exposição de quadros da Carla Rosa onde os motivos e os materiais foram nobres e originais. E no final fizemos uma homenagem sentida ao saudoso António Feio que também residiu em Carcavelos e faria ontem 60 anos.

Bem hajam!
















Ode a Carcavelos
(escrita pelos participantes deste Café Poema)



Apesar de nunca ter passado em Carcavelos,
 perdão aos poetas que me inspiram, 
mas não é inspiração normal, pois quando um poeta insiste o normal não existe.
A Carcavelos, da praia de oiro, das manhãs em ondas de amantes sem tempo,
Falando de Poesia
Sempre direi; por sistema:
desde a paz à nostalgia,
Carcavelos... um poema!
Carcavelos, juventude, praia, risada, amores,
verão passado.
Com tanto mar afogo-me nas palavras.
E para se inspirar beba um vinho de Carcavelos
e logo começa a levitar.
Carcavelos tem poesia em cada grão dessa areia
banhada pelo por do sol.
Carcavelos apareceu no maré de felicidade. 
Num poema sobre a exposição.
Um poeta sofre em Carcavelos. 



segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Café Poema - Os Poetas de Carcavelos | 06 Dezembro | 21:30 | Cappucino´s Coffee Shop




Eis que chegou o momento de reunir os Poetas de Carcavelos e arredores lunares para que de viva voz possamos ouvir a sua poesia e as suas histórias. Mas não só. Teremos a inauguração de uma exposição de uma artista local e também uma homenagem...





Aqui deixo o convite a todos aqueles que queiram participar. Por isso, tragam um poema, uma quadra, um verso ou simplesmente boa disposição para que Carcavelos seja o mote de uma noite de palavra cheia.





segunda-feira, 24 de novembro de 2014

As cidades de A.









Nunca lá estive,
não sei o caminho nem os pontos cardeais que me possam guiar,
mas já ouvi falar da fama que encerra as suas veredas de urbe tão desejada.
Sem nunca ter conhecido as altas ruas cinematográficas de Nughen,
nem as curvas marginais de pecado inesquecível de Vipira,
tampouco as boutiques de perfume e moda que vestem Chymara,
ou as planícies vinhateiras de néctar eloquente de Symfia,
já para não falar das bibliotecas transparentes e infindáveis nos jardins musicais de Alytra,
das praias feitas de pérolas e safiras que descem do flanco desnudo de Fabera,
ou até da ópera de fogo, do teatro de vapor, do bar burlesco
onde a poesia é dita em cálice sensual e de cigarrilha de anis na mão,
recorda-nos que só podemos estar em Kania.
Há mulheres que trazem cidades dentro dos olhos
e sem perguntar mais nada, porque a palavra só serve para nos encontrarmos,
basta um brilho teu para que o universo se inicie.


Inspirado em A. e no livro "As Cidades Invisíveis" (1972), de Italo Calvino.




quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Trepadeira-dos-muros (Tichodroma muraria)


A trepadeira-dos-muros (Tichodroma muraria) é uma raridade em Portugal, estando as suas esporádicas observações localizadas na Barragem de Santa Luzia, porém em Espanha mais concretamente em Fuente Dé na Cantábria é o símbolo ornitológico do local. Como tudo o que se quer breve e único, assim surgiu e depressa se escondeu. Todavia, graças à família Frade que conseguiu descobrir a ave, tive uma segunda oportunidade para fotografar esta pérola carmim das altitudes.



O roteiro ornitológico de Fuenté Dé


A sorte espreitou entre a latitude das pedras e o silêncio


Exímia a trepar muros, paredes e escarpas até que se escondeu nos buracos 


Sempre que se movimentava mais rapidamente abria as asas deixando antever tonalidades de uma palete de cores inesquecível   


Mesmo sem sol, qualquer pedra lhe servia para confessar o vermelho-carmim que tão bem lhe assentava.


E assim se despediu abrindo o magnifico leque  num voo sem par.



segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Fuente Dé - Picos de Europa


Setembro 2014

Engoli em seco quando olhei para o gigantesco animal rochoso que se elevava na neblina, ditando a bel-prazer os caprichos do tempo e da pedra. Aceitei o convite da montanha para conhecer os seus recantos e foi assim que entrei no teleférico confiante da sua insuspeita aparência. 

A subida começou.

Enquanto a cabine ascendia suspensa por dois cabos, outra descia contrabalançando as esperanças dos seus viajantes. Com o aumentar da altitude, sustive a respiração e espreitei de soslaio por uma janela. Lá em baixo tudo era tão pequenino: as casas, os carros, as pessoas, um autêntico mundo em miniatura prestes a transformar-se numa microscópica civilização. Em pouco mais de quatro minutos a viagem fez-se a pique, num fôlego rápido, sem que sentisse o chão a fugir por entre a sola dos sapatos e as nuvens tão perto dos olhos. Para acalmar um certo nervosismo, dei comigo a falar pelos cotovelos tentando assim esquecer vertigens e outras fobias.

Quando o teleférico chegou ao seu destino, por entre os viajantes rasgaram-se sorrisos de indisfarçável contentamento por atingir terra firme. Lá estava eu em bico de pés, a 1823 metros de altitude e mais uns centímetros de curiosidade, a contemplar a paisagem de montanha. Sem frio nem vento que me desse as boas vindas, cheguei aos Picos de Europa com alguma luz. A paisagem de montanha era imponente por entre a parca vegetação, sendo possível ver um pouco de neve no topo do maciço central envolta num abraço de nevoeiro.

O resto do percurso foi feito a caminhar por cima de pedras, evitando algumas quedas mais aparatosas, medindo com cuidado cada passo ante as armadilhas do terreno.


4 minutos sempre a subir


No mirador da Fuente Dé, as nuvens ali tão perto.


Os grifos e as gralhas de bico-amarelo fazem o seu ninho nas escarpas do maciço central dos Picos de Europa.


Desce o nevoeiro na altitude que os olhos conseguem alcançar.


Aquando da volta do sol as nuvens traçam o rasto lunar da paisagem. 


Era um pontinho no meio da imensidão montanhosa quando ao longe surgiu a visão da Camurça (Rupicapra rupicapra), com algum esforço, talvez se consiga ainda descobrir na fotografia o que estaria ela a comer.


No início da caminhada as borboletas Lysandra coridon  poisavam sobre uma pedra esculpida pelo cupido


E as flores da manhã eram cobertas por pérolas de orvalho.


Enquanto outra borboleta nocturna Setina flavicans brilhava na aridez do silêncio montanhoso.



A Ferreirinha-alpina (Prunella collaris) espreitou confiante para ver o que tanto fotografavam estes visitantes.


Depois de caminhos sinuosos onde a queda era mais que provável, eis que surge a surpreendente ave que há muito ansiava observar: A Trepadeira-dos-muros (Tichodroma muraria)


Esta pequena trepadeira não parava quieta, de um lado para outro, escondendo-se do olhar mais intruso à sua tranquilidade.


Mesmo de costas e com o vento a desarranjar tão composto traje, é incomparável a sua beleza e a singularidade do seu voo. O próximo artigo deste blogue artigo será exclusivamente dedicado a esta inquieta trepa-fragas.


Por seu turno, a Gralha-de-bico-amarelo (Pyrrhocorax graculus) não se incomodava com a presença humana.


Sempre atenta ao que o homem mais distraído poderia deixar para ela comer.


Voando em bandos para os locais onde se encontravam um maior número de pessoas.


Neste caso, até parece que a Gralha-de-bico-amarelo gostou de uma barrita de seriais que com ela partilhei.



 Com aparecimento do sol juntaram-se aproximadamente quinze gralhas nas imediações do teleférico, à espera da boa vontade dos turistas e das suas gulosas benesses. 


Mais para interior da montanha avistavam-se rebanhos que cumpriam o seu destino em busca da escassa verdura.


Seguidos de perto pelo olhar atento dos grifos que planavam por cima das nossas cabeças.


Por entre a névoa e a pedra espreitava sempre um bicho que me recordava o caminho. 


De regresso à base, a descida pelo teleférico foi suave e tranquila, ainda cheguei a tempo para observar este Esquilo-vermelho (Sciurus vulgaris) numa atarefada corrida em saltos de boca cheia.



Um dia hei-de voltar a percorrer as mãos generosas desta montanha. Até lá fica a saudade feliz.