quarta-feira, 29 de setembro de 2010

«Filme do Desassossego» de João Botelho








 Aqui está um filme a não perder.

Para a estreia (hoje) os bilhetes já estão esgotados (este era o último).

De qualquer forma, dia 1 de Outubro podem assistir à projecção do «Filme do Desassossego» de João Botelho no CCB às 21:30 e dia 2 e 3 de Outubro, o filme será exibido às 17h00 e às 21h30.

Depois segue-se uma digressão e projecção por vários teatros do país.
Sem dúvida algo que muito me agrada, assistir ao regresso ao verdadeiro "Cinema Paraíso" e bem vistas as coisa, o cinema Português já o merecia.

SG

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Café Poema a "2" e em fotografia

pois é meus caros Amigos,

já cá faltava, não havia um único registo de luz sobre a fala dos nossos poemas, como não há fome que não dê em fartura, aqui ficam alguns momentos.
do Local

a bancada de todos os poetas e mais alguns


 o Poeta invisível


Café Poema - a duas vozes e nada cansadas


Café Poema - a duas vozes, de Pessoa e tal


Café Poema - a duas e a 3 vozes


Café Poema - a duas vozes e Régio


Café Poema - a duas vozes e Espanca


Café Poema - a duas vozes sobre a Pedra Filosofal


 Café Poema a dois, sentados e em pé



Café Poema - a duas vozes Pai e Filho


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desde já obrigado ao fotografo de serviço, de seu nome Rafael e a todos os participantes neste Café Poema a dois e em luz.





segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Café Poema - 17-09-2010- poeta a 2



Meus caros Amigos,

é já no próximo dia 17 de Setembro, pelas 22:00 no Cappuccino's Coffee Shop em Carcavelos, o próximo Café Poema.


                                 
mais uma noite de poesia 
que se quer e deseja diferente,
irreverente e divertida
sem meias medidas ou contida
de um trago só, em cheio e no meio,
que da alma
venha o gesto e a voz
que do resto trataremos nós.



Contamos contigo.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

a morte de Agosto


ela foi coroada com uma coroa de espigas de trigo enquanto isso
a ventoinha rasga o ar com pequenos foto-poemas presos nas pás
ela arrasta-se nua pela casa e a casa mais nua que ela cabe num gota de chá
que ela bebe, não para matar a sede, antes para matar o tempo que se segue
olha pela janela e empoleira-se no parapeito fingindo-se despida de felicidade
seduzindo a canícula de uma sombra só

ninguém a vê porque às quatro da tarde estão 44 graus no chão da aldeia
e os velhos do jardim ainda não vieram com o dominó mais velho que eles
para dar vida aos bancos de mármore com jogadas de putos felizes
lá fora não corre uma aragem, lá fora respira-se Agosto enquanto ela espera viver Outubro

entretanto, um tiro fulminante, uma jogada de mestre, um estilhaço
o vidro da janela parte-se e ela cai lentamente no chão
e com uma mão de espanta espíritos derruba a ventoinha
a ventoinha pára, os foto-poemas não se mexem não fossem eles peças de pessoas mortas

na libido do suor
ela a rastejar dá uma pancada na ventoinha com a ponta do pé
mas a ventoinha não responde e ela também não insiste,
e deixa-se ir no embalo da despedida
nos tacos de madeira o sangue lambe o orgulho de uma mancha vermelha de pó
por entre vidrinhos de sonho tantos segredos morrem
isto passou-se num quarto alugado por 31 dias, todos os anos, durante o oitavo mês

este foi mais um crime de Octávio Augusto e depois deste vieram outros.