quarta-feira, 31 de maio de 2017

José de Almada Negreiros - uma maneira de ser moderno








Depois de umas férias passadas no clima tropical da Costa Rica, tinha marcado na minha agenda visitar a exposição "uma maneira de ser moderno" de José de Almada Negreiros, na Fundação Calouste Gulbenkian. Foi sem dúvida alguma uma exposição inspiradora de tão multidisciplinar.

Sem dar por isso, perdi-me pelos corredores onde as obras eram autênticas massagens cerebrais. Perante tamanha dimensão artística senti-me pequenino, contudo admirador de obra maior, de artista maior, como é o caso de Almada Negreiros. Tantas foram as linguagens híbridas, quase mutantes, de uma performance constante, num espectáculo de palco invisível. Desde matemática, poesia, desenho, pintura, cinema, escultura e muitas outras colaborações com outros artistas, todas estas ramificações e cruzamentos criativos assentam como uma luva nas mãos engenhosas do génio de Almada. Um toque único, uma mensagem quase sublimada em camadas de intenções. Geografias e auto retratos de um artista em torno das circunferências perfeitas e ângulos de ouro. O traço de lápis aguçado pelos labirintos de papel, de onde espreita sempre algo capaz de espanto maior. Muitos quadros sem nome, porque o nome é tantas vezes assessório, quando as definições não cabem em si mesmas de redutoras. A modernidade do futuro passageiro depois de ser pronunciado o verbo.  Foram mais de 2 horas a caminhar em ritmo de admiração, no meio de tamanha diversidade de ofícios, entre pisos e corredores de surpresas. Confesso que já me doíam os pés, todavia, a alma andava feliz a domesticar ilhas de tamanha viagem.  













quinta-feira, 11 de maio de 2017

Costa Rica - o início



Costa Rica - até agora esta foi a maior viagem que fiz. Como são pequenas as minhas latitudes. Nunca tinha saboreado aquele lado do mundo.  Revelo aqui os primeiros passos, deste os preparativos para a viagem até ao voo onde passei mais de onze horas.  Uma vez lá chegado foi uma experiência única, exigente fisicamente, onde vivi momentos extraordinários e onde quase me fiquei. Cometi alguns erros de preparação mas acima de tudo valeu a pena porque trago um novo mundo de histórias para contar.

Este é o episódio 0


A mala


Nas nuvens...


O voo pelo mar das Caraíbas


A primeira cerveja - já na Costa Rica



A casa - Sarita´s Casitas em Monteverde



Depois do rebate da porta um eterno jardim.


E nas imediações desse jardim andava o meu primeiro beija-flor -Steely-vented Hummingbird (Amazilia saucerottei))


eu fiquei a pensar no próximo disparate feliz.


                                                                        Continua...




segunda-feira, 8 de maio de 2017

Bufo-pequeno (Asio otus)



Nesta madrugada fui até à Ponta da Erva e depois até Pancas, com intuito de testar o suporte para o flash em fotografia nocturna. A ideia era verificar, se com o flash afastado do corpo da máquina, seriam evitados as indesejáveis fotografias de bichos com olhos vermelhos (os resultados foram razoáveis, dependendo da inclinação da máquina, como se pode ver nas fotos). Na Ponta da Erva apenas formam observadas sete corujas, em duas tentativas que fizemos pela lezíria. A escassez das observações talvez tenham ficado a dever-se ao facto de haver vários talhões com água para o cultivo do arroz, o que poderia ter afugentado os ratinhos, tal como, estarmos em plena época de nidificação. 


Estava reservada para as imediações da Reserva Integral de Pancas a surpresa da noite, quando fomos surpreendidos pelo som agudo de um juvenil de Bufo-pequeno (Asio otus)) que se atravessou à frente do carro para depois voar para o alto de um pinheiro. Após tirar algumas fotos, a ave virou-se costas para comer descansada um senhor rato, tudo isto com maneiras e etiqueta. 

Seguem-se alguns testes...