quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Workshop de Borboletas nocturnas no Parque Florestal de Monsanto



Resultado da parceria com o Parque Florestal de Monsanto, aqui está um workshop onde vamos esperar pelo regresso das borboletas nocturnas, ante o chamamento espectral da lâmpada de vapor de mercúrio.







Esgotado

Biomelides: corvo-marinho-de-faces-brancas (Phalacrocorax carbo)

Não foi sobre este corvo que Edgar Allan Poe escreveu o seu famoso poema "The Raven". O corvo-marinho-de-faces-brancas (Phalacrocorax carbo) é frequentemente observado de asas abertas, a secar ao sol, exibindo os reflexos da sua plumagem predominantemente negra, em contraste com o bico pintado de amarelo quente. Esta ave aquática escolhe as zonas húmidas do nosso país para passar o inverno, praticando em açudes, lagos, rios e albufeiras, os dotes de excelente mergulhador nas lides da pesca. 





Foi numa das veredas que circundam a lagoa de Melides que encontrámos este corvo-marinho, entre mergulhos e reflexões, à espera que da maré chegassem boas notícias, sem que à passagem lhe dedicássemos uma estrofe, antes um fotograma de um dia por escrever.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Em busca do perna-verde-fino (Tringa stagnatilis)



Antes das 09:00 já estávamos à porta do Evoa na Reserva Natural do Estuário do Tejo. 
Quando fomos atendidos dizemos ao que vínhamos. Pelas indicações obtidas há dias, andaria nas imediações de um dos abrigos um perna-verde-fino (Tringa stagnatilis).
Pagámos a entrada e depressa fizemo-nos ao caminho com mochilas às costas e olhos cheios de esperança.  

Mal entrámos no abrigo demos com o bicho, no meio de outras aves, entretido a debicar numa poça de reflexos tão interessantes quanto distantes. Longe, mas era ele, disso não restavam dúvidas.



Passado alguns minutos todas as limículas levantaram voo, asas para que te quero, ante a presença de uma ave de rapina, o perna-verde-fino não foi excepção.




Pensámos que o bicho tinha desaparecido com debandada urgente. Todavia lá estava ele, escondido do lado esquerdo do abrigo, a jeito de uma fotografia e foi isso que fizemos. Esta ave é mais pequena que o perna-verde-comum, o bico não é curvado para cima e é ligeiramente mais fino. Depois a ave alimentou-se calmamente e foi andando entre águas até ficar em contra luz.











Na boca de cena do abrigo os bichos continuaram na sua vida, compondo melodias de adejares entre reencontro e partidas. 

A correria desenfreada do borrelho-grande-de-coleira (Charadrius hiaticula).



Entre momento de chegada e reflexão dos abibes (Vanellus vanellus).




As manobras elegantes da Garça-branca-pequena  (Egretta garzetta) marcavam o ritmo da luz.





O pilrito-pequeno (Calidris minuta)  andava agitado e nada preocupado com o seu tamanho ante a dimensão da lezíria e dos seus pares.





Um jovem colhereiro (Platalea leucorodia) passou desconfiado pelo abrigo para depois se juntar com as outras aves brancas.








Agradecimentos:



quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Em busca da Gralha-cinzenta (Corvus cornix)



Outubro quente. Quando chegámos às imediações da Base Aérea de Sintra estavam 27 graus e o verão parecia não ter fim. Desde logo tentámos localizar gralhas-pretas e com elas a gralha-cinzenta. Demos várias voltas, desfeitas em várias horas, percorremos os terrenos adjacentes e pequenas localidades, até que avistámos perto da base aérea uma gralha e depois mais duas e com elas a tão desejada gralha-cinzenta. Estavam longe, andavam entretidas no solo com pequenos insectos, perfazendo um pequeno bando que aparentemente aceitara a gralha-cinzenta como novo elemento. Tentámos uma melhor aproximação, deixando o carro deslizar por entre o mato, porém os corvídeos não colaboraram, partindo em debandada, primeiro as gralhas-pretas e só depois a gralha-cinzenta. 






A gralha-cinzenta (Corvus cornix) é relativamente do mesmo tamanho da gralha-preta (Corvus corone). Apresenta a cabeça e asas escuras sendo a restante plumagem marcadamente cinzenta. Trata-se de uma ave oriunda do centro e do norte Europa, estendo-se a sua distribuição até à Ásia e Egipto. Para Portugal é uma raridade.









Entretanto, enquanto no meio da busca ainda deu para registar o banho de sol de um sardão (Lacerta lepida)


E surpresa maior, o meu primeiro contacto com um Rabirruivo-de-testa-branca (Phoenicurus phoenicurus)









Agradecimentos: