segunda-feira, 24 de junho de 2013

Casével e o armazém




Quando o céu nos serve de telhado
à solidão das ideias em flor, 
à queda de tantos braços em brasa,
nãoquem habite os olhos
das casas abandonadas da planície.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Um pontinho amarelo




Esgotei a página.
não tenho mais nada para dizer!
para além de que hoje foi só e apenas hoje,
um dia esférico de acontecimentos escorregadios,
espalhafatoso vazio.

ao meu lado,
tudo transformou-se em verbo
que se afastou das bocas
em improváveis acasos
esgotei-me no ponto e na virgula.

o peso das horas que cai sobre mim
é o arrasto do céu triunfal
em pinceladas cinzentas
no meio das aspas e reticências
medo sempre esperança

acredito que amanhã
não vou viver a preto e branco
porque mesmo sem sol,
um pequeno pontinho amarelo suportará tudo o resto.



segunda-feira, 17 de junho de 2013

Lisboa vista do Tejo

Para contemplar a capital embarquei numa viagem pelo rio Tejo.
Lisboa e a sua luz, sempre que abraça o rio com a sua pele morena de história, onde ecoam memórias de fado e descoberta, em colinas e miradouros de tantos outros mundos. Sobre a cidade, em cada nova abordagem, a luz conquista cambiantes renovadas numa redescoberta que até os olhos se dizem lavados de surpresa.

Eis alguns locais:

Terreiro do Paço - a sala de visitas da capital. A praça actual data dos finais do século XVIII. É parte integrante da reconstrução levada a cabo pelo Marquês de Pombal após o terramoto 1755.


Torre de Belém - é Património Mundial da Humanidade.  Em 1515 foi mandada construir pelo rei D. Manuel, em homenagem a Vasco da Gama que dali partiu na descoberta do caminho marítimo para a Índia.


 Padrão dos descobrimentos - uma homenagem a todos os navegadores portugueses. Inaugurado em 1960, aquando da comemoração do quinto centenário da morte do Infante D. Henrique



Ponte 25 de Abril - inaugurada em 1966  foi baptizada de Ponte 25 de Abril em 1974.




Central Tejo - com o intuito  fornecer energia eléctrica a Lisboa, foi em 1913 que começou a construção deste marco da arqueologia industrial. Hoje é o Museu da Electricidade. 


Panteão Nacional e o Mosteiro de São Francisco de Fora
O Panteão Nacional (antiga igreja de Santa Engrácia) demorou 284 anos a ser concluído. A sua construção principiou em 1682 e terminou em 1966. Actualmente, Presidentes da República e Escritores encontram-se ali sepultados.  Por sua vez, o Mosteiro São Francisco de Fora, de estilo renascentista, começou a ser construído em 1147, em homenagem a São Francisco, e como se situava fora das cercas de Lisboa, resultou desse facto também a origem do seu nome. 


e do rio vi o corpo de uma cidade de luz mágica, com tantas janelas pequeninas e grandes sonhos.



domingo, 16 de junho de 2013

Enquanto dura o Poema em fotografia

Convidaram-me e eu fui. 
Levei ao " Um Poema da Vila" em Coruche, alguns poemas incendiários em fruto maduro e tudo o resto que a memória reclama com um sorriso.
Agradeço à Ana Freitas o convite, ao Eduardo Martins e ao José Castro a companhia e a boleia, ao José Cordeiro a excelente reportagem fotográfica e a todos os participantes do Poema na Vila a paciência que tiveram para aturar-me.
Abraços.
Enquanto dura o Poema; numa reportagem fotográfica de José Cordeiro.





Créditos fotográficos de José Cordeiro.

sábado, 8 de junho de 2013

Café da Vila - Enquanto dura o Poema - 14 de Junho 21:30

Aceitei o convite da amiga Ana Freitas para estar no Café da Vila, em Coruche, no dia 14 de Junho pelas 21:30, onde irei deambular pelo verso... Enquanto dura o Poema.









quinta-feira, 6 de junho de 2013

4 Estações sobre Monsanto no mundo dos répteis com a Osga-comum (Tarentola mauritanica)



A Osga-comum (Tarentola mauritanica) pode atingir quase 9 centímetros de comprimento. Alimenta-se de aranhas e de outros pequenos insectos.Tem a capacidade de mudar de cor mediante o meio ambiente.


Consegue movimentar-se agarrada a superfícies verticais, devido a  sucção exercida por pequenas lâminas existentes na base dos dedos.



Este réptil uma vez ameaçado perde a cauda, contudo tem a capacidade de a regenerar, mas nunca atingindo o tamanho e a cor da cauda original. Às vezes, para comunicar, as osgas-comuns imitem sons bastante audíveis.




quarta-feira, 5 de junho de 2013

às vezes da minha janela




às vezes,
da minha janela,
vejo pequenas criaturas voadoras a comer em cima de uma chaminé
as pessoas às vezes acreditam,
outras não.


sábado, 1 de junho de 2013

Documentário 4 Estações sobre Monsanto na Fnac Baixa Chiado 02|Junho|13 pelas 17h


Aqui fica o convite,

É já amanhã, dia 02 de Junho pelas 17:00,  na Fnac da Baixa Chiado, que irá ocorrer o lançamento da extensão de Lisboa do Cine Eco. Entre muitos e excelentes documentários de ambiente, o meu mui humilde  4 Estações sobre Monsanto consta na programação. Por isso apareçam!






Documentário:                      4 Estações sobre Monsanto
Realização e produção:         Sérgio Guerreiro
Duração:                              21´47"
País:                                    Portugal