segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Café Poema

11 de Dezembro de 2009
–  Cappucinno 's coffee shop –



Num ambiente calmo e descontraído, uma casa cheia para ouvir poesia e essencialmente boa disposição. muitos foram os Poetas revisitados e outros tantos descobertos. tivemos de tudo um pouco. desde os mais tímidos aos mais destemidos, passando pelo Fado cantado à capela, e até uma jovem poetisa, com apenas 4 anos, brindou-nos com a alegria da sua livre interpretação.
E por fim, num exercício puramente descomprometido e espontâneo e sem mote previamente estabelecido, grande parte dos participantes compuseram uma estrofe de um poema que se queria colectivo.
Aqui fica!

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No silêncio da noite procuro por ti
a noite está fria e o café quente nesta noite há poesia e a alma o sente
a vida é como chocolate quente
e tu dizias:
“Só sei que nada sei”
enquanto isso, coisa nenhuma:
a árvore enobrece e acalma os meus sentimentos
eram quatro os olhos tristes postos em mim
cão de orelhas engomadas minha cadela estremunhada, só tu Milú
folhas de chá no fundo da chávena que dizem o futuro
e a noite fria, de repente torna-se agradável e quente
e viva a alegria!
tanta luz! Tanto grito que sai, da noite escura
e no meio de todos e de ninguém
disparo a bala do que sou
e lá vamos nós de volta ao principio
se o amor não existisse a vida perdia o sentido
hoje sonhei que sonhava contigo
ainda que eu faleça na língua do homem e do anjo
amor serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine
talvez amanhã, porque não hoje...
olhos de metal que nada vêem
minhas feridas só você
apaixonado por ainda estar apaixonado.

os Autores: As 21 Almas de um Café Poema.

3 comentários:

  1. Comentário por: Nuno Freitas
    red-pixel.pt
    nfreitas@red-pixel.pt

    2009/12/21 at 3:04 pm

    Obrigado pela partilha.
    um abraço

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  2. Comentário por: Elso Pinto
    epinto@mail.telepac.pt
    85.243.105.732009/12/21 at 3:41 pm

    Sem pretenciosismos criou-se uma noite muito agradável e em que também a inocência falou.

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  3. Comentário por: Carla
    carlaguima@sapo.pt

    2010/01/19 at 4:59 pm

    vamos continuar com o café poema, para um dia estarmos no coliseu.
    beijos

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