domingo, 20 de dezembro de 2009

encontro por acaso



tanto tempo para não te ver
embarquei na canoa que leva o esquecimento
para terras sem margem ou volta
quando lá cheguei
feliz pelo acaso de me ter perdido
que logo me achei  na boca do teu sorriso
aberto
faz tanto tempo

4 comentários:

  1. Comentário por: M
    mvlouro@gmail.com

    2009/12/23 at 12:06 am

    No exacto ponto em que nos perdemos no meio da noite, como crianças que esqueceram o caminho de casa…aquela casa dos afectos, que só lá entra quem amamos. E o amor é eterno…enquanto nós quisermos que o seja. A forma o sentido das máximas que tentamos cumprir, apenas porque nos ensinaram que era assim, caiem por terra quando o abraço é mais forte, o conforto de um colo esquecido no tempo. Jaz a sobriedade dos adultos e naquele momento, voltamos a ser as crianças que uma noite se perderam e se voltaram a encontrar, no exacto ponto de iniciar uma nova viagem!!!!

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  2. Comentário por: Sérgio Guerreiro
    sergionguerreiro@gmail.com

    2009/12/27 at 11:16 pm

    como quem troca um doce no recreio da escola
    e esconde as mãos nos bolsos com vergonha
    como quem deixa cair um objecto de forma atrapalhada no chão
    e depois timidamente sorri
    a dois, como quem procura ninhos na copa das árvores e aproveita para oferecer um beijo de a.m.o.r.a

    assim foram os pássaros de fogo
    aquando da última migração
    há coisas que os homens por mais que tentem explicar…
    só as asas sabem o caminho.

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  3. Comentário por: M
    mvlouro@gmail.com

    2009/12/28 at 4:19 pm

    Pássaros de fogo que voam num perder de azul…
    Cada um para seu lado, recusam-se a ser bando, apenas porque os seus semelhantes são unicos.
    Não existem, horas nem locais previamente alinhados, apenas o cuso dos planteas parece perceber o que vai naquelas cabeças.
    Tão diferentes mas tão iguais… não se misturam apenas se tocam e e´suficiente, para que o coração fique quentinho! Aqueles passáros estranhos que voam em direcções contrarias parecendo desafiar as leis do mundo… e dos homens e da lógica!

    Partilham o que de melhor têm para partilhar porque o pior já cada um guardou no seu bolso!

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  4. Comentário por: Sérgio Guerreiro
    sergionguerreiro@gmail.com

    2009/12/29 at 10:42 pm

    no outro dia, uma criança perguntou-me se alguma vez tinha visto uma ave de fogo.

    contei-lhe que, há uns tempos atrás, tinha encontrado uma ave de fogo caída no rebate da minha porta. era uma ave muito bela de cores intensas e quentes mas tinha asa esquerda ferida e uma pata magoada. levei-a para casa e tentei tratá-la o melhor que sabia. a beleza da ave de fogo residia numa labareda alaranjada que emanava do seu corpo sempre que tentava voar. por isso tinha que ter cuidado para não me queimar e também para não apagar a chama que mantinha a ave viva. com o tempo a ave recuperou e passou a fazer voos rasantes entre um moinho abandonado e a minha janela, até ao dia em que…

    …de manhã cedo, a ave de fogo olhou para mim, cantou uma estranha melodia e partiu para não mais voltar, deixando um incêndio pintado de arco-íris nas paredes da minha casa.

    depois de ter ouvido esta história, a criança apagou um chama que nascia da ponta dos meus dedos e…

    disse espantada: é magia….

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