domingo, 16 de julho de 2017

Aves do Parque dos Poetas - a Poupa



Foi por entre as estátuas dos poetas Jorge de Sena e Vitorino Nemésio que uma poupa desenhava os seus voos ondulantes em busca de alimento. Enquanto isso, não muito longe dali, uma pequena poupa ansiava pelo regresso dos progenitores e com eles a tão desejada refeição. Curiosamente o ninho situava-se num buraco escavado numa árvore, plantada em frente ao passeio muito frequentado.
As vocalizações da jovem poupa faziam-se ouvir à distância o que despertava a curiosidade de quem por ali passeava. Contudo, os andarilhos que usufruiriam das belezas do parque dos Poetas, passavam a poucos centímetros do ninho sem que a jovem ave se sentisse muito incomodada. Foram várias as pessoas que pararam para assistir às manobras daquelas aves em torno do ninho. Porém, jovem a poupa quando se apercebeu que os seus progenitores não lhe traziam comida intimidados com a presença humana, recolheu-se no buraco desaparecendo durante uns minutos. Assim que o caminho estava livre os progenitores regressavam de bico cheio de minhocas e outras iguarias que faziam as delícias da cria quase insaciável. Nunca tinha visto uma ave fazer o ninho numa árvore tão perto de um percurso frequentado por centenas de pessoas diariamente. É ainda de assinalar o comportamento de quem por ali passava, observando com cuidado e sem perturbar o quadro natural delineado por estes encantadores seres. Quando a mim, permaneci em silêncio a uma dezena de metros, por detrás de uma árvore, fazendo um esboço do que ali se passava, não sei se mais escondido das pessoas do que dos bichos. 



As manobras da poupa (Upupa epops)
















Agradecimento:

Benjamim Castro


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