domingo, 15 de julho de 2012

Optimus Alive 2012 - O dia da Cura -


The Cure

 

há coisas que só o tempo explica e por vezes complica. há canções que nos marcam na pele, como se fosse uma cicatriz indelével e intemporal, algo que está lá, não se vê, mas quando ouvimos um acorde daquela canção acorda a ferida voraz de emoções, às vezes doí, outras vezes não, passamos as mãos pela pele e sentimos que aquele momento foi só nosso. depois de duas horas de cura, perdemos vinte anos e vinte rugas e outras dores. 

e isto só foi possível porque os rapazes não choram quando ouvem canções de embalar.

  
Awolnation




se houvesse mais...
gostei do "Sail "(música que actualmente têm que gramar quando ligam para o meu telemóvel) fez-me lembrar muita coisa, não vou dizer o quê porque não gosto de comparar musicalmente o que é geneticamente incomparável, gostei da energia do homem e da maneira como arrebatou a plateia e moldou o rock de músculo com um toque suave de pop.

como eles dizem, fazem música para todos gostos e para todas as nações, querem lá saber dos rótulos, e muito bem.


Tricky


foi curioso de ver estilo do homem, doseando o culto do corpo (suponho que era vinho e tabaco) com a postura de provocação genital. mas afinal estava enganado, não foi nada disto...
porque o mesmo actor que de língua de fora ameaçava a plateia com um voz sussurrante e provocadora, convidou humildemente a mesma a subir para o palco (ao som de uma versão de "Ace of Spades", dos Mötörhead)

e veio a invasão de palco, o público junto com os músicos, no mesmo patamar de altura e de contemplação, assim é que devia de ser, de vez em quando. fazia falta.

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