730 dias pregados no céu da boca
a tua ausência é uma ferida contante,
sangue lento num viver dormente,
e de tanto te lembrar longe,
imagino-te presente.
acordo sobressaltado na ilusão
que habitas os escombros
dos meus sonhos, em acenos
irreais de tão próximos,
vives no intervalo imaterial
das pétalas desta casa sempre tua.
e dos desamores em que cai...
por mulheres imperfeitas na sua perfeição,
não haverá abismo tamanho
que se assemelhe ao negrume
do perder Mãe,
repetitamente, todos os dias,
em que adormeço vivo.
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