domingo, 22 de agosto de 2010
21%
a pairar no rebordo da costa quase bronzeada
em frenesim do ínfimo alfinete pela prospecção
eis que da derme desprende-se uma gota salgada
seguindo-se um zunido irritante e uma picada
de ponta afiada eles lambuzam-se em secreta degustação
de que me vale
enrolar-me em papel vegetal feito mortalha
ou besuntar-me em repelentes não mais que acendalha
tão pouco desenhar no ar uma elipse em tom de protesto
ou afugentá-los à paulada estalada palavrão e manifesto?
eles lá estão
na antecâmara que ladeia o meu flanco
expiam a miragem do meu contra-ataque
ante tamanha surpresa de um alvo ainda em branco
voam para cá e para lá deixando o meu corpo a saque
e voltam às voltas
a flanquear o cúmulo do meu labor voam na eminência
de chupar até ao tutano o que resta da pele da minha paciência
já agora.. seus.... grandes...
grandessíssimos sanguinário pernilongos cruéis
de fato e asa com poleiro bancário tantas vezes parlamentar
este meu corpo que usam como pisa-papeis
tenham lá dó e deixem um poro ou outro por sangrar.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Jorge Palma no bairro da eternidade
Lembro-me de ver o Jorge Palma numa esplanada nas Picoas em Lisboa, a contemplar fotografias relevadas do negativo. Fotos que ainda estavam ...
-
E assim dei por terminada a leitura destas páginas que me inquietaram durante mais de um ano. Debaixo do braço ou na mochila, transport...
-
Em Junho deste ano, quando estava a gravar a entrevista para a reportagem da Sic sobre o Parque Florestal de Monsanto , perguntaram-s...
-
Luto filho da Mãe! Agradeço, mas não aceito convites passar a consoada com ninguém. Durante mais de cinquenta anos celebrei esta época pel...
Sem comentários:
Enviar um comentário