quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Algumas aves da Lagoa da Estacada



Aqui fica  um pequeno video, gravado desde os observatórios da Lagoa da Estacada, no Espaço Interpretativo da Lagoa Pequena, onde pudemos observar algumas aves que por ali calmamente evoluem.









quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

The king eider - Eider-real (Somateria spectabilis)


Longe mas perto. São breves segundos, num pequeno vídeo nem sempre bem focado, que ilustram o aparecimento desta raridade em Portugal. 





quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Lagoa de Albufeira




Os textos sobre fotografar passarinhos começam geralmente por, cedo fizemo-nos à estrada, e este não é excepção. Assim sendo cá vamos nós, cedinho dirigirmo-nos até à Lagoa de Albufeira para registar algumas aves mas não só. Trazíamos na ideia observar o açor e a lontra mas para isso era preciso muita sorte. Nestas coisas da natureza nada é certo, não vimos nem um, nem outro. Porém, não demos a viagem como perdida uma vez que tivemos a sorte de fotografar as manobras exibicionistas deste zarro-castanho entre outras aves que embelezavam a lagoa. O sol raramente espreitou mas as aves fizeram de estrela de uma constelação de rica biodiversidade.


Patos e patinhos o zarro-castanho foi o maior protagonista.








Foi curiosos observar que o zarro-castanho juntava-se ao bando de patos-trompeteiros para um voo conjunto.


Ainda apareceram vários zarros-negrinha  com uma indumentária de limos



e a alimentação do casal


a calma do pato.trombeteiro 


O pequeno mergulhão veio pescar para junto do abrigo.


Enquanto a marrequinha vagarosamente desfilou sem timidez.


~

O diálogo entre árvores e nuvens.


Na lagoa grande, ainda o sol não tinha dado um ar da sua graça, já os pescadores se faziam à vida juntamente com os  irrequietos galeirões 


E por fim ainda  fizemos o exercício (nem sempre bem conseguido) de arrasto e sombras de um voo.


Em resumo foi uma manhã bem passada.

Agradecimentos:

José Frade
Luís Arinto
Manuel Aldeias.


sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Águia-de-Bonelli - um inesperado encontro


Com intuito de observar algumas espécies emblemáticas da Reserva Natural do Estuário do Tejo, fizemos a nossa primeira visita do ano à Ponta da Erva. Desde já confesso a minha admiração por aves de rapina e nesta saída de campo fomos brindados com o vislumbre de uma espécie que muito me apraz registar - águia-de-Bonelli (Aquila fasciata).


Mas não foi só, ainda observámos uma águia-pesqueira, corujas-do-nabal, bútios e tartaranhões, entre outras aves que constam da lista realizada pelo José Frade. Para combater o frio que nos desinquietava as orelhas, alimentámos o estômago com carne e regámos o almoço com um vinho local, havendo ainda tempo para um brinde com macieira a estes efémeros dias de Janeiro.


Os diapositivos que restaram da voragem apagadora.

As corujas-do-nabal estavam escondidas por entre a vegetação e assim que a nossa presença se fez notar, levantaram voo mas sempre a controlar as nossas movimentações.



De olhar inquisidor este curioso bútio não parecia muito preocupado com os homens que se escondiam atrás das objectivas 


Ao longe uma águia-pesqueira exibia o seu troféu pelos céus da lezíria. 


Aquando dos últimos raios de luz,  surgiu este imponente exemplar de águia-de-Bonelli (Aquila fasciata) a rasar as nossas cabeças e o nosso espanto. Nós a tentarmos sair do carro à pressa para fotografar  e o bicho quase a cobrir da viatura com a sua sombra. Em silêncio tirei 3 fotografias e contemplei a envergadura imensa do seu lento adejar, ao mesmo tempo que o sol caia na lezíria. Eu sei que a luz não era a melhor nem o ângulo o mais favorável, contudo, desde o primeiro clique, fiquei com a sensação de serem estes momentos únicos e por isso mesmo, indeléveis e memoráveis, onde a foto é só e apenas o engenho temporal.


Cá em baixo, ficam reflexos de uma procura constante.


Ficámos sem saber se foi assim o nascer do sol ou o cair do dia e ainda bem.





Agradecimentos:

José Frade
Luís Arinto
Humberto Matos




sábado, 5 de janeiro de 2019

Em busca do eider-real



Partimos cedo para Tróia em busca do eider-real (Somateria spectabilis). Em Setúbal embarcámos no ferry e independente do frio que se fazia sentir, fizemos a travessia do Sado atentos às surpresas que o rio nos podia reservar, porém não tivemos sorte e tampouco avistámos aves interessantes ou golfinhos. Depois de umas curvas e contracurvas pelas estradas dos empreendimentos de Tróia encontrámos uma praia quase deserta, sendo apenas frequentada por uns amigos observadores de aves a contemplar com alguma tristeza e resignação, a distância a que os bichos se encontravam. O voo das aves é surpreendente e as distâncias são sempre relativas mediante motivações ou necessidades. O ano passado fomos até à Noruega na esperança de observar esta espectacular ave, contudo foi precisamente em Portugal que a vimos. 



Está longe eu sei, mas está aqui...









Ave encontrada por Luís Gordinho.

Agradecimentos:

Família Frade
Luís Arinto
Humberto Matos

sábado, 29 de dezembro de 2018

Caminhada por Monsanto


E assim fomos à descoberta do pulmão da cidade Lisboa, a passear pelo Parque de Monsanto, efectuamos no total quase 8 km, sem grande esforço e com o contentamento de estar entre amigos. Principiámos a caminhada às 10:00 e terminámos às 15:00, a temperatura estava amena, e as pernas prontas para o desafio. O percurso efectuado está no mapa e foi curioso verificar a dinâmica do parque durante o fim-de-semana, com muitos caminhantes e corredores, outros a andar de bicicleta e outras ainda a passear o cão, infelizmente muitos deles à solta, não servindo de nada o aviso de que os bichos deveriam andar com trela e talvez alguns donos. Porém do modo geral, as pessoas eram educadas, e cumprimentam quem fazia como eles um percurso de manutenção ou um simples passeio, salvo raras excepções, de quem pensa que o parque é só deles, e quase atropela de bicicleta quem lhe apareça pela frente. O Parque Florestal de Monsanto apresenta um grau de limpeza aceitável, com trilhos marcados e placas informativas nem sempre no melhor estado de conservação. Creio que estejam a faltar infraestruturas de apoio, como WC e fontes, tal como a manutenção do parque infantil da pedra. Fiz esta caminhada relativamente leve, transportando dentro da mochila apenas a máquina fotográfica com uma objectiva 18-140 mm, uma garrafa de água, fruta, uma sandes e uma barrita energética e esperança no coração.



Este passeio serviu também para observar a biodiversidade e a interacção com a carga humana num fim-de-semana de sol pós natalício. Nas zonas mais húmidas vimos alguns cogumelos já em decrescente recorte e decomposição mas sempre de magnificente beleza. Nas zonas mais arborizadas e recônditas, observámos 21 espécies de aves, e ainda ouvimos um esquilo a descascar afincadamente uma pinha.
Em breve, iremos repetir estas caminhadas pelo Parque Florestal de Monsanto mas por outros locais. Antes disso, deixo aqui os momentos fotográficos possíveis e desde já aconselho este percurso, sem cãozinho ou com cãozinho pela trela, com calçado e indumentária confortável para a época do ano e binóculos. Bons passeios e um excelente ano 2019.

No reino Fungi e seus dignos representantes:








Depois, segui-se o tão saboroso quanto colorido medronho.


Na sombra a busca do sol e da água do musgo.


Lá em cima uma águia-de-asa-redonda controlava as movimentações dos caminhantes.




Agradecimentos:
Nuno
Sandra

sábado, 22 de dezembro de 2018

Uma borboleta num mundo de carvão


Urge fazer coisa diferentes. Sempre que posso, tenho necessidade de experimentar outras vertentes fotográficas e arriscar abordagens que agitem e estimulem a imaginação. Entre o registo cientifico de e a representação "artística", muitas vezes fico sem saber para que lado pender, e muitas vezes, opto pelo imediato, arrependendo-me mais tarde. Fico com aquela sensação de que podia fazer melhor ou ao menos de outra forma.

Depois da gestão de dúvidas e algum idealismo, sai de casa com a ideia (preconceito)  de criar imagens a preto e branco de uma cidade vegetal. Mais concretamente uma civilização povoada por estranhas flores, folhas assimétricas, pétalas desfocadas e caules transparentes nas suas deambulações em torno de uma estrela qualquer.
Estava ciente que seria algo não muito concreto como tal fiz uns esquissos na minha cabeça, para depois escolher as ferramentas que se adequavam a essa tarefa. Para tal utilizei duas lentes inteiramente manuais: Uma Telemegor 105 mm f5.5 e uma Lens Baby 50 mm f2.8. Para não andar carregado não levei comigo um tripé (má opção). Tanto pela qualidade óptica como pela estabilidade, a definição das fotografias não foi a melhor, mas também não seria a nitidez aquilo que se pretendia. Os trabalhos não ficaram nada de especial. Para além do efeito bublle criado pela Telemegor e das zonas desfocadas com arrastamento da Lens Baby, andava à procura da tal urbe vegetal misteriosa, contudo não encontrei nada que se assemelhasse com o imaginado, por entre várias plantas que visualmente explorei.

Já estava a arrumar as lentes e a paciência na mochila, quando poisou uma borboleta-cauda-de-andorinha numa planta a uns dois metros de mim. O dia não estaria completamente perdido. Bem vistas as coisas, o somatório da borboleta com a planta originou um momento interessante, que só por si saía fora do que inicialmente tinha projectado, contudo a conjugação dos dois elementos e o ângulo de foco escolhido tinha algo de visualmente misterioso. É verdade que não era o que andava à procura, porém seria algo que saciava por momentos a minha fome por novidade. Sem olhar às dores de costas, deitei-me na vegetação e entretive-me a registar a adoração da borboleta ao sol, numa ilha inimaginável de carvão vegetal. Deixo-vos com esses parágrafos de luz e ensaio que de certa forma salvaram-me da parvoíce deste descontentamento. Às vezes a simplicidade (quando acontece) é a melhor aspirina.







Fotos realizadas em Setembro de 2018



Dos mainás na praia de Carcavelos até oftalmologia

  mainá-de-crista Acridotheres cristatellus Nada melhor do que transformar uma ida à praia em várias coisas diferentes. Foi o que fiz naquel...