a brisa escupia o ondular vegetal do cabelo,
olhei uma vez e parecia que um cavalo-marinho levitava,
quando olhei a segunda vez, a vaga de um sorriso
hipnótico e tangivel fez sombra ao sol.
fêmea, como as janelas abertas na madrugada,
a flor de anjo deixava cartas nas casas marítimas,
tentei chamar a sua atenção, mas...
ela continuou fiel ao seu trabalho de existir um pouco menos.
as mais belas flores não precisam de raízes,
nem os animais inventados precisam de sangue para amar.
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