os navios longínquos eram miniaturas,
brinquedos quebrados de tanto fazer de conta,
nas horas em que não molhavamos os pés.
creio que as ondas de vidro sempre existiram,
agarradas às algas e às impiedosas rochas verdes,
a espuma da maré fez parte do cenário de sempre,
preso ao areal do teu cabelo e à salmoura do olhar.
em loop constante,
o tempo esculpiu os ossos desta praia,
calcorreada pelos dinossauros
porta-chaves a um Deus descalço.
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