Já tínhamos fotografado a petinha-de-garganta-ruiva quando entrávamos no carro e fomos surpreendidos por um ataque aéreo perpetrado por um falcão-peregrino às gaivotas que descansadamente alimentavam-se na praia. O voo foi rasante mas a fuga das aves operou-se com sucesso, porém o falcão não se deu por vencido e mudou de rumo e de alvo, investindo contra um pobre corvo-marinho que cruzara os céus naquele momento. Ainda procurámos pelas aves nas dunas mas não encontrámos vestígios do vencedor ou restos do vencido. Não sei se o corvo-marinho escapou com vida depois de várias investidas violentas num céu que até então parecia calmo. Leis da natureza e dos ares.
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