domingo, 29 de setembro de 2013
4 Estações sobre Monsanto no Jardim Botânico Tropical
De malas e bagagens a exposição de fotografia 4 Estações sobre Monsanto foi para o Jardim Botânico Tropical. e lá ficará exposta até 27 de Outubro. Neste maravilhoso espaço verde de Lisboa, onde a diversidade natural tira o fôlego a qualquer amante de quietude e da natureza, registei as reacções às fotografias; o que conferiu a este momento um outro sabor tropical para mais tarde recordar.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Dia Mundial do Turismo
No decorrer das celebrações do Dia Mundial do Turismo, será exibido no dia 27 de Setembro pelas 21:00, no Parque Florestal de Monsanto, o meu documentário 4 Estações sobre Monsanto.
mais informações em:
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Até sempre António Ramos Rosa!
Porque a voz dos Poetas enumera silêncios feitos de granito muro e sombra;
dentro do amplexo selvagem das casas e no aconchego vegetal dos sentidos
tudo é tão pouco quando somos escrita em sangue,
músculo tardio e voraz.
queremos sempre mais e mais,
muito para além do tempo e dos vestígios das palavras,
depois, no brilho das constelações se faz simples pulsar,
onde a fala da tua poesia ecoará pelas cidades da memória.
Até sempre António Ramos Rosa!
domingo, 22 de setembro de 2013
Aves da praia da Parede #1
Como gostava mais dos bichinhos das rochas que dos grãos de areia; a praia da Parede foi a minha "praia" desde miúdo.
Também conhecida pelo iodo e pela argila existente, o que de forma empírica há quem afirme, que faz bem às maleitas ósseas. Por isso, no local são muitos os banhistas de argila, o que confere um ambiente muito particular àquele pacato areal.
Hoje em dia a praia da Parede faz fronteira com a Zona de Interesse Biofísico das Avencas (ZIBA), contudo a biodiversidade já não é a mesma dos meus tempos de menino, nomeadamente as algas diminuíram em número e em tamanho.
Descobrir o que estava diferente, foi esse o motivo que me levou a revisitar a minha infância e lá fui à praia, não propriamente com baldes ou ancinhos de outrora, mas quase...
***
Assim à primeira vista, estar deitado numa praia cheia de banhistas, a usufruir das energias do sol e do oceano não têm nada de mal, mas se juntarmos a essa combinação uma máquina fotográfica equipada com uma teleobjectiva de tamanho considerável, o caso pode mudar de figura. Perante alguma curiosidade tive que dizer que estava a fotografar passarinhos. Creio que os veraneantes perceberam que não estava a registar as desgraças alheias e tudo correu bem. Afinal foi uma tarde bem passada a observar aves na praia da Parede. Eis algumas espécies:
Seixoeira (Calidris canutus)
Rola-do-mar (Arenaria interpres)
Borrelho-grande-de-coleira (Charadrius hiaticula)
Pilrito-das-praias (Calidris alba)
Fiquei de voltar, em breve...
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Lumina - Festival de Luz - Cascais 2013
Naquela noite, quando cheguei à vila de Cascais, tinha a receber-me um rosto gigante com uma expressão feliz. Nas ruas estavam pendurados pequenos barquinhos de papel com votos de muita saúde e outras saudades. Havia tantas pessoas que às vezes julguei faltar-me o chão. Na baía assisti a uma peça de teatro com actores-lâmpada que se gladiavam numa dança asiática, ao mesmo tempo que os putos da noite dançavam aos pés da luz que caía serena. Na praia um iglu alaranjado convidava as sombras a soltarem-se do corpo para espreitarem a estranha estrutura. De tanta curiosidade, a minha sombra insistia em encontrar uma entrada naquele abrigo; e para a demover não foi tarefa fácil.
Caminhei pela cidadela onde as paredes serviram de projecção aos miúdos desta Europa para contarem uma história do mar e coragem, em tudo superior aos adultos de mão mandante que nos desgovernam. Nos jardins uma alma de luz verde-azul dava fala às árvores, enquanto no lago a água vermelha evidenciava os patos-reais no seu trono aquático. A relva era iluminada em substância óptica por regadores coloridos. Os carros tinham plantas de luz no seu interior em namoro secreto de habitáculo apertado. Depois de muito caminhar por veredas de luz e histórias fantásticas, custou-me voltar à monótona realidade nem sempre iluminada pela ficção.
Caminhei pela cidadela onde as paredes serviram de projecção aos miúdos desta Europa para contarem uma história do mar e coragem, em tudo superior aos adultos de mão mandante que nos desgovernam. Nos jardins uma alma de luz verde-azul dava fala às árvores, enquanto no lago a água vermelha evidenciava os patos-reais no seu trono aquático. A relva era iluminada em substância óptica por regadores coloridos. Os carros tinham plantas de luz no seu interior em namoro secreto de habitáculo apertado. Depois de muito caminhar por veredas de luz e histórias fantásticas, custou-me voltar à monótona realidade nem sempre iluminada pela ficção.
domingo, 15 de setembro de 2013
Em domingos como este
Em domingos como este
morre o verão na página de um livro
já lido.
Setembro é apenas um nome como outro
qualquer,
como podia ser: nono-mês-esperança
por isso saímos de casa para apanhar
sol na ponta dos dedos.
no banco do jardim as gralhas ocupam o
lugar da sombra
e riem-se do brilho dos nossos últimos
erros,
timidamente desviamos o olhar e
continuamos o nosso caminho
no compromisso diário de seguir em
frente.
somos distraídos pelo abraço do jardim com árvores seculares,
e pelas máquinas fazedoras de
silêncios
de tantos domingueiros solitários.
como sempre acabamos por ocupar lugar
nenhum.
no final do dia julgamos que o domingo
serve para isto mesmo,
uma vez renovado o ciclo da língua e
da lágrima tudo o resto é ganho.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Vida de António Feio / Poesia de Carlos Feio
No passado dia 07 de Setembro, no Palácio do Egipto, em Oeiras recordou-se António Feio por intermédio da Poesia de Carlos Feio.
Foi com muito prazer que estive presente neste sarau onde a palavra, a música, os amigos e as recordações ecoaram numa sala apinhada de emoções.
Um Abraço Carlos Feio.
Foi com muito prazer que estive presente neste sarau onde a palavra, a música, os amigos e as recordações ecoaram numa sala apinhada de emoções.
Um Abraço Carlos Feio.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Fotos das fotos - 4 Estações sobre Monsanto na Baixa-chiado
Assim se vai cumprindo a itinerância do projecto 4 Estações sobre Monsanto. Desta vez, parte da exposição de fotografia, tal como a projecção dos documentários Erva-abelha e 4 Estações sobre Monsanto, estiveram patentes na Baixa-chiado PT Bluestation.
E de uma forma visceral, quase que jurava que vi fantasmas a espreitar as fotos nas galerias do metro.
Estas são as fotos da azáfama diária da estação de metro da Baixa-Chiado, em plena hora de ponta, mesmo em pleno mês de férias. Responsáveis pela organização de eventos informaram-me que são mais de 4000 pessoas que circulam diariamente nesta estação. Mesmo em pleno mês de Agosto, uma vez que muitos dos passageiros habituais foram de férias, são agora substituídos por turistas. Por isso, foi bastante agradável dar a conhecer a biodiversidade de Lisboa aos Lisboetas e não só.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Esgravatar
O húmus remexido pelos melros ilumina o rasto das centopeias maria-café pelos escombros da terra húmida, aproveito para plantar dedos em sa...
-
Em Junho deste ano, quando estava a gravar a entrevista para a reportagem da Sic sobre o Parque Florestal de Monsanto , perguntaram-s...
-
Durante vários anos andei à procura desta fantástica ave. Desde jardins em propriedade privada, cedidos amavelmente a título de empréstimo...
-
E assim dei por terminada a leitura destas páginas que me inquietaram durante mais de um ano. Debaixo do braço ou na mochila, transport...