O fotógrafo Sérgio Guerreiro e a Divisão de Educação e Sensibilização Ambiental da Câmara Municipal de Lisboa, deram início no passado mês de Julho ao projecto “Quatro estações sobre Monsanto”
Este projecto visa fotografar e filmar toda a biodiversidade que ocorre em Monsanto, para sensibilização pedagógica e ambiental. Para tal foram montados abrigos e comedouros onde se efectuam observações das mais variadas espécies de aves; mas não só, pretendemos alargar o leque de registo à flora, aos insectos, mamíferos, anfíbios e répteis. Tratando-se um projecto de voluntariado, o mesmo se deseja transversal e aberto à comunidade onde todos possam ver, ouvir e sentir a voz da natureza em pleno coração de Lisboa.
http://lisboaverde.cm-lisboa.pt/index.php?id=3918
domingo, 25 de dezembro de 2011
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
O voar da eternidade
Sinto que o tempo e a partícula que Deus fez
não serão suficientes para explicar
a suave demora que Deus levou a conjugar toda a matéria
num céu habitado por tudo o que a eternidade ainda desconhece
num simples verbo que se fez voar
não serão suficientes para explicar
a suave demora que Deus levou a conjugar toda a matéria
num céu habitado por tudo o que a eternidade ainda desconhece
num simples verbo que se fez voar
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Grou
Lá no alto,
seguimos o voo dos grous num balão de ar quente
cá em baixo,
a planície alentejana era povoada por árvores rubras
que avançavam um metro por cada ano de felicidade
Por outro lado,
o Alqueva e as suas mãos de terra viva moldavam a paisagem
arrastando para a margem as cascas das azinheiras
que na noite de todos os santos gritavam pela revolta das coisas que não voltam
Continuámos a nossa viajem de balão sem sentir os pés.
Os lábios gretados pelo silêncio frio
prenunciavam palavras que doutra forma pareceriam versos.
Os olhos fustigados pela geada interrompiam a alegria das lágrimas de tocar na solidão.
A mais de 200 metros de altitude tudo nos parece pequeno,
e até aceitámos a queda de forma pacifica e meramente corporal.
Nunca pensámos na morte certa. Nem tivemos medo.
O adormecer do sol era a moldura perfeita que nos agarrava pela fala.
Dois minutos depois,
O fogo que mantinha o balão a flutuar calou-se,
e nós fomos até onde os Grous nos permitiram sonhar com uma réstia de eternidade.
seguimos o voo dos grous num balão de ar quente
cá em baixo,
a planície alentejana era povoada por árvores rubras
que avançavam um metro por cada ano de felicidade
Por outro lado,
o Alqueva e as suas mãos de terra viva moldavam a paisagem
arrastando para a margem as cascas das azinheiras
que na noite de todos os santos gritavam pela revolta das coisas que não voltam
Continuámos a nossa viajem de balão sem sentir os pés.
Os lábios gretados pelo silêncio frio
prenunciavam palavras que doutra forma pareceriam versos.
Os olhos fustigados pela geada interrompiam a alegria das lágrimas de tocar na solidão.
A mais de 200 metros de altitude tudo nos parece pequeno,
e até aceitámos a queda de forma pacifica e meramente corporal.
Nunca pensámos na morte certa. Nem tivemos medo.
O adormecer do sol era a moldura perfeita que nos agarrava pela fala.
Dois minutos depois,
O fogo que mantinha o balão a flutuar calou-se,
e nós fomos até onde os Grous nos permitiram sonhar com uma réstia de eternidade.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Pega-azul
nunca soube prenunciar o azul dos teus olhos de forma correcta,
nem a membrana dos teus abraços onde nos fechávamos nos dias frios de Dezembro.
o chá de ervas verdes que aquecem os solitários serve-nos de abrigo
naquelas manhãs de penumbra matizada em que te transformas
na mais curiosa das criaturas que habita o meu jardim de película imaginária,
raramente te vejo e não menos vezes de procuro,
porque sei que só o acaso cumpre o desejo.
nem a membrana dos teus abraços onde nos fechávamos nos dias frios de Dezembro.
o chá de ervas verdes que aquecem os solitários serve-nos de abrigo
naquelas manhãs de penumbra matizada em que te transformas
na mais curiosa das criaturas que habita o meu jardim de película imaginária,
raramente te vejo e não menos vezes de procuro,
porque sei que só o acaso cumpre o desejo.
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