Às primeiras horas da manhã, o carro avançava por uma estrada de terra batida com várias poças de água, resultado da noite anterior de chuva e murmúrios. Os pneus, ao entrar na primeira cratera alagada, fizeram saltar centenas de pequenos sapinhos (com menos de 5 centímetros) atarantados com a invasão. Eram tantos anfíbios que cobriam a estrada aos pulos, tentando salvar a vida. O carro parou. Eu olhei para os bichinhos, como se na noite passada tivessem chovido sapos dentro de cada gota de céu. Isto aconteceu na Grécia, no lago Kerkini, mas podia ter ocorrido em qualquer lugar onde haja uma lágrima de esperança. Depois o carro avançou lentamente tendo como destino a próxima nuvem de chão.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Insatisfeito
Falta-me não sei quê para ter não sei quanto não sei como ou quando posso estar completo tenho tanto que não me chega o intento não me f...
-
E assim dei por terminada a leitura destas páginas que me inquietaram durante mais de um ano. Debaixo do braço ou na mochila, transport...
-
Em Junho deste ano, quando estava a gravar a entrevista para a reportagem da Sic sobre o Parque Florestal de Monsanto , perguntaram-s...
-
No reino das objectivas vintage com um cunho muito pessoal, há muito que procurava esta lente reconhecida pelo seu efeito mágico bubble ...

Sem comentários:
Enviar um comentário