no campo iónico surge uma
partícula
radioactiva, que trespassa os
olhos da pele,
na expiação do mal que te
afaga,
insuspeita na fé que nos
alimenta.
no campo iónico surge uma
partícula
radioactiva, que trespassa os
olhos da pele,
na expiação do mal que te
afaga,
insuspeita na fé que nos
alimenta.
os livros que empresto quase nunca voltam,
se regressam, são outra coisa qualquer,
entre a fruto ácido e a lâmina por afiar,
outros, ficam-se pelo alvéolo do novo dono.
gostava de me emprestar a outras mãos,
a outros olhos, e se regressa-se, seria outro átomo,
diferente deste poema boomerang que atiro para longe,
na esperança de não voltar ao mesmo.
o acaso de todas as variáveis começou,
a onda mãe arranha a rocha,
e logo a estrela-do-mar norteia o ciclo
em contratempo à curvatura lunar,
somam-se instantes, vagas incomuns.
não sei o que é o tempo,
pode ser o intervalo de cozer um ovo
dentro do chá de tília,
e se nada for?
assim nasce um jogo inventado
para nos desnortear
o caminho.
O húmus remexido pelos melros ilumina o rasto das centopeias maria-café pelos escombros da terra húmida, aproveito para plantar dedos em sa...