domingo, 31 de janeiro de 2021

não mais um dia como este

 



como se descarrilassem comboios, 

afundassem cacilheiros,

desnorteassem aeroportos inteiros, 

assim morremos um pouco mais,

neste horto de números anónimos,

que deixa enlutado um país,

ajoelhado,

a chorar a perda dos seus filhos,

para um mal,

que grassa entre o intervalo dos aerossóis e o contacto,

num ceifar de vidas constante.


depois de me apagar,

espero pelo retorno da mensagem que a ave difundiu, 

entre a antena e vasto cinzento diário.

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