Outro eclipse como este só em 2100 e nessa altura, por certo, o teletransporte molecular entre a terra, e outros planetas fará parte dos nossos dias de tédio. Enquanto esse futuro não chega, andava eu do quarto para a sala, com o tripé às costas, numa azáfama lunar a tentar despachar-me, sem deixar escapar a marcha dos planetas. Ainda para mais, este alinhamento planetário contou com a particularidade de Marte juntar-se à festa exibindo-se de forma generosa. Para mim, foram instantes rápidos, onde importunei os meus pais que assistiam calmamente à telenovela, enquanto eu passava à sua frente, tipo vulto corcunda de três andares, com objectivas e máquinas, preparado para montar o arsenal na janela maior da casa. Este eclipse, de tão vagaroso, iria durar uma hora e quarenta e cinco minutos, contudo eu não tinha esse vagar todo para despender. Bem tentei o equilíbrio de tarefas entre o jantar, banho, mochila e viagens mas não foi fácil. Com ou sem eclipse, com ou sem lua de sangue, tinha que ir trabalhar e o ponteiro não desmentia o peso do tempo e das suas prioridades. Tirei 4 fotografias, mas o mais importante foi ver sorrir estas órbitas maiores cá desta terra.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Jorge Palma no bairro da eternidade
Lembro-me de ver o Jorge Palma numa esplanada nas Picoas em Lisboa, a contemplar fotografias relevadas do negativo. Fotos que ainda estavam ...
-
E assim dei por terminada a leitura destas páginas que me inquietaram durante mais de um ano. Debaixo do braço ou na mochila, transport...
-
Em Junho deste ano, quando estava a gravar a entrevista para a reportagem da Sic sobre o Parque Florestal de Monsanto , perguntaram-s...
-
Luto filho da Mãe! Agradeço, mas não aceito convites passar a consoada com ninguém. Durante mais de cinquenta anos celebrei esta época pel...


Sem comentários:
Enviar um comentário