Outro eclipse como este só em 2100 e nessa altura, por certo, o teletransporte molecular entre a terra, e outros planetas fará parte dos nossos dias de tédio. Enquanto esse futuro não chega, andava eu do quarto para a sala, com o tripé às costas, numa azáfama lunar a tentar despachar-me, sem deixar escapar a marcha dos planetas. Ainda para mais, este alinhamento planetário contou com a particularidade de Marte juntar-se à festa exibindo-se de forma generosa. Para mim, foram instantes rápidos, onde importunei os meus pais que assistiam calmamente à telenovela, enquanto eu passava à sua frente, tipo vulto corcunda de três andares, com objectivas e máquinas, preparado para montar o arsenal na janela maior da casa. Este eclipse, de tão vagaroso, iria durar uma hora e quarenta e cinco minutos, contudo eu não tinha esse vagar todo para despender. Bem tentei o equilíbrio de tarefas entre o jantar, banho, mochila e viagens mas não foi fácil. Com ou sem eclipse, com ou sem lua de sangue, tinha que ir trabalhar e o ponteiro não desmentia o peso do tempo e das suas prioridades. Tirei 4 fotografias, mas o mais importante foi ver sorrir estas órbitas maiores cá desta terra.
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