No Projecto 4 Estações sobre Monsanto tive a oportunidade de fotografar um anfíbio muito curioso.
Tal como as impressões digitais dos seres humanos, assim são as manchas da salamandra-comum (Salamandra salamandra), únicas. As salamandras não mordem, portanto não são venenosas. Apenas dispõem como defesa de uma secreção cutânea viscosa de tonalidade esbranquiçada que é irritante para os olhos e quando ingerida pode causar alucinações e indisposição, mas quem vai ingerir a secreção de uma salamandra?
Podemos observar este maravilhoso animal e até pegar-lhe sem qualquer perigo, todavia, não devemos exercer qualquer pressão sobre o anfíbio. “Acredita-se” que este animal evidencie alguma resistência ao fogo, uma vez que é comum vê-lo abandonar troncos quando estes estão a arder. Devido à sua coloração amarela e vermelha granjeou durante a idade média conotações de animal demoníaco, crenças que chegaram até aos nossos dias com rótulos de medo e repugnância, algo completamente errado!
Em Portugal esta salamandra é a única espécie de anfíbios com reprodução ovovivípara (animais cujo embrião se desenvolve no ovo alojado dentro do corpo da mãe). No nosso país, a sua distribuição ocorre de norte a sul, sendo abundante na região norte. Se cuidarmos da nossa biodiversidade este animal pode viver até aos 30 anos.
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