da voz do teu velho rádio
ainda oiço suspiros,
relatos desportivos,
golos num fim de tarde,
meu eterno Pai.
as impressões digitais no ecrã
num tátil monitor social,
tablet que te fazia sorrir,
com os netos dos outros
aqueles filhos que não te dei,
meu céu de Mãe.
hoje voltei a ligar todos os vossos aparelhos,
na esperança que as ondas da electónica estática
animassem o espelho vazio.